

What doesn´t kill you, make you stronger
Nunca é fácil ter que confrontar meus demônios pessoais. Um filme, um cenário, um pedaço de uma música e 'bum', sentimentos, lembranças e sensações são trazidas à tona. Já fazia mais de meses que não sentia isso, já fazia tanto tempo que pensei que sequer sentiria mais. Já passou.
Estou preparando uma fornada especial com textos sobre relacionamentos, que está exigindo um processo de imersão e meditação muito grande, no escasso tempo que possuo. Publicarei por capítulos, separados por assuntos, e no fim acredito que teremos um dossiê. Meus fiéis leitores, aguardem! A idéia surgiu em uma conversa com a Manô e teve apoio da LETi, obrigado a vocês.
Show do Lulu
Acabei de voltar do show do Lulu Santos! Tudo começou assim:
Na sexta-feira eu estava na fila do Guairá para comprar ingresso (pra mim e pro Carlão). Por ter ficado tanto tempo na praia, não pude comprar antes, e só faltavam alguns lugares no segundo balcão para completar a lotação. Mesmo assim, fui lá e consegui comprar – quase a última poltrona, da última fileira, do último balcão.
Pensei: “Não faz mal, melhor assim do que não ir! A gente leva aqueles binóculos de ópera e fica vendo o Lulu lá de cima!”
Mas eu não costumo ficar sentado em shows. Pra falar bem a verdade, eu sou o terror daqueles que estão ao meu lado – eu pulo, grito, danço e balanço os braços como um louco. Já acertei olho, nariz, pisei no pé, joelhada, e outras coisas que me renderam muitos mau-olhados.
Enfim, eu não gosto disso, mas estou tentando melhorar. É sem querer e ninguém é perfeito.
Hoje chegamos no Guairá e tivemos um plano. No verso do ingresso diz: “A numeração dos lugares vale até o início do show”. E se alguém não fosse ou chegasse atrasado para um lugar lá na frente da platéia? Essa era nossa idéia, e esperança.
Nem precisou tanto. Bastou ocultar-se no meio da multidão que entrava para a platéia e passamos despercebidos. E, assim que começou o show, fomos lá na frente e ficamos cara a cara com o Lulu.
O público curitibano é bem estranho. O show começa com todos sentados, comportados, em seus assentos, e depois de algumas músicas vão se soltando. Alguns chegam até a ficar de pé (incrível, não?). Outros mais ousados pulam e dançam também.
Cantei todas as músicas e me exercitei bastante, além de conhecer pessoas legais que estavam, como nós, de penetra lá na frente. E o mais engraçado era uma menininha (de 8 anos) que ficava fazendo uma dança do ventre (estilo Jade) misturada com axé! Teve uma hora que ela deitou no chão e começou a balançar as pernas no ar, era o máximo, rimos muito. E o Lulu também ria, ele olhava pra aquela figurinha e não conseguia se conter.
Mas a parte do Carlão gritando “Volta Lulu!” alternado com “Lulu, não me deixa aqui!” não tem preço.
Estou super cansado, mas feliz da vida. Dá vontade de pegar a guitarra de volta e tocar...
Feriado
É, meus caros... deu vontade de ficar lá pra sempre.
Marcelo vai a Bombinhas-SC.
Marcelo vai a praia.
Marcelo gosta do mar.
Queria voltar parecendo um torresminho mas o sol não colaborou. Mesmo quase sem usar protetor solar (só usei no último dia quando vi que talvez teria que comprar Caladril), eu fiquei um pouco mais "preto", aliás, é como sou chamado aqui em casa. Ficou o apelido depois que moramos no RJ: Marcelo vivia na praia, Marcelo era preto.
Algumas fotos por enquanto, na sequência eu coloco outras legais, como as do Rodízio de Carnes e Pizzas que fomos em Meia Praia, por apenas... R$ 4,99!!! É inacreditável mas temos fotos, e a comida era ótima!
Só que as fotos estão com ela, então depois colocarei aqui.

Casa de Sucos Baiúca, onde fazíamos sempre um lanchinho todos os dias. Vinícius e eu.

Carlão e eu em Mariscal.

A praia não pertence apenas aos bombados...
As crianças raquíticas e com barriga d`água, da Somália, também tem direito a diversão.
O mar azul é de Quatro Ilhas, num final de tarde.
Só umas pérolas para adiantar:
“Quer uma pá emprestada?” – Pescador que ajudou a gente a desatolar o BEBO, e que foi alvo da desconfiança de todos nós. Ele já tinha a pá e as madeiras atrás do muro, o carro para puxar, e por pouco não ofereceu nota fiscal pelo serviço. (Será que aquela propaganda dos siris adestrados era verdade?).
“Let me sing, let me sing, let me sing my rock´n roll!” – Carlão, que não parava de cantar o maldito refrão do Elvis.
“Andreeeeeyyyyyyyyyy!?” – Carlão, chamando pelo Andrey cada vez que a gente passava perto do lugar onde supostamente ele tem casa (fato não comprovado).