

Criança diz cada uma...
Um post mais light, para marcar a volta ![]()
Estava guardando há algum tempo pra reunir algumas tiradas do meu sobrinho, Mateus, de 3 anos.
Cena 1 (na praia)
-Mãe, aqui na praia tem tubarão? (olhando para a praia)
-Não, querido, aqui não tem tubarão...
-E ali do outro lado?
-Também não, não se preocupe. Só tem muito longe daqui.
-Muito longe?
-Sim.
-Lá onde moram as pessoas chinesas? (porque ele não pensou em japonesas?)
-Não tão longe, meu amor!
-Mas quando tem tubarão na praia as pessoas não acreditam, e entram, e depois saem correndo dele, até que alguém vai matar ele...
(meu Deus, que tipo de filme andam passando na escolinha dele?!?!) ![]()
Cena 2
- Nossa, o Rafael tá com a garganta inflamada mesmo... (minha cunhada falando do meu cunhado)
- É... agora ele não vai poder ir pras gandaias dele... (ele realmente presta atenção nas falas da vó dele!)
- Mateus, o que é gandaia? (perguntei, depois de me matar de rir, pra ver se ele sabia mesmo)
- Gandaia é o nome de umas pessoas que a vovó não gosta.
(até que ele não está muito longe de acertar) ![]()
PS: Ca e Manô, eu deletei sem querer o último post (o do aviso) com seus comentários, desculpe, adoro vcs!
PS2: O que eu achava que ia demorar pra passar passou tão rápido que até me surpreendi! Que maravilha! 

Não, não é meu sobrinho... e nem o incrível Hulk quando criança.
É a promoção:
"Acerte quem é e leve grátis o Marcelo para um fim de semana na sua casa de praia". ![]()
Bjotchau.
Queria
E ele voltou para casa com a estranha sensação de que algo estava errado.
Aquela garoa parecia que queria lembrá-lo de algo.
Escovou os dentes, vestiu o pijama, checou os e-mails pela última vez no dia.
Teve um encontro estranho... sentia-se tão errado, incomodado, melancólico.
Preferiu ler algum livro antes de dormir.
E ele, sem conseguir se livrar daquela sensação de "não há nada de errado, está tudo em seu lugar", apagou a luz e tentou dormir.
Será que estava traindo os seus sentimentos?
Queria ter sido sincero...
Será que ela se sentiu como ele?
Queria tê-la abraçado um pouco mais...
Será que percebeu que não aguentava mais desviar o olhar?
Queria vê-la apenas por um minuto inteiro...
Será que conseguiria esquecê-la nesta vida?
Queria ter resignação...
O menino queria.
Queria viver ao seu lado e amá-la.
Queria esquecê-la e viver sem nunca lembrar.
Queria, porque alguma coisa aconteceu em seu coração.
Mas é um amor fadado a não encontrar abrigo.
Então o menino trancou o portão e plantou ciprestes no jardim.
Mas dentro está te amando. Lá pela janela da alma.
"All the pictures have all been washing black
I know someday you’ll have a beautiful life
I know you’ll be a star in somebody
else’s sky
But why, why, why can’t it be
Why can’t it be mine?" (Black - Pearl Jam)
Um pobreminha sempre dá
Na entresafra, vou contar um outro caso bizarro, destes que só deve acontecer comigo.
Foi no domingo de manhã, enquanto caia uma chuva torrencial em Curitiba.
Sou fã de jipes. Meu sonho de consumo é um Troller com rodas Wrangler, pra andar na cidade, viajar e passear na praia sem atolar. O que aconteceu na minha última viagem pra Zimbros foi reflexo disso: achei que o BEBO (meu Palio) fosse um jipe e fui com tudo na areia. Resultado: atolados (veja post do dia 12/09).
A Talita se formou comigo na faculdade, tinha um Térios, vendeu e comprou um Willys 74. No domingo de manhã, fomos na casa de um amigo nosso - o Tiago - ajudá-lo a empacotar as coisas porque está de mudança pra Cascavel (virou celebridade, vai ser repórter do Paraná TV).
A Talita passou me pegar em casa, de Jipe. Aconteceu mais ou menos assim:
Talita: Troquei os pedais e mandei fazer uma vedação nova para o assoalho, porque o motor fazia muito barulho e ainda entrava água por baixo, molhando quem estivesse no banco de trás.
Marcelo: Legal, vamos testar hoje nesse toró então. E o barulho diminuiu mesmo uma barbaridade, daqui a pouco vai dar até pra conversar aqui dentro, olha que maravilha!
- Tlim, tlim, tliimmm...
Talita: Ué, mas que raios...
- BUUUUURRRRRRRRRRRR

O escapamento caiu!
Talita: Nem fodendo que vou parar o carro no meio desse toró!
Acelerou e foi embora, parecendo uma scania!
- BUUUUURRRRRRRRRRRR
Introdução – ninguém alcança a felicidade sozinho
Ele às vezes cede um afeto
Ela só se despe no escuro
Vão viver sob o mesmo teto
Até que a casa caia
Até explodir o ninho
Até secar a fonte
Até trocarem tiros
Até casarem os filhos
Até um breve futuro
Até que a morte os una
Chico Buarque – O Casamento dos Pequenos Burgueses
A capacidade de interagir com os outros é uma marca que define o ser humano. É o que nos permite viver em sociedade. Podemos captar, sentir, e entender o pensamento das outras pessoas através da linguagem que criamos, uma característica da nossa mente que os animais não possuem.
Nós somos livres para fazer escolhas, para dizer “sim” ou “não”, para responder de um jeito ou de outro a algo que nos aconteça. Não vamos levar em consideração, por enquanto, aquilo que limita a nossa ação – a cultura, educação, as leis, a própria personalidade, etc. Os animais simplesmente obedecem ao que a Natureza manda (são os instintos): uma abelha fará colméias, uma formiga defenderá seu formigueiro (às vezes até a morte), uma lagarta se transformará em borboleta, não por opção de vontade própria, mas porque assim está determinado pela Natureza. Um esquilo não pode optar por fazer colméias, um gato não vai acordar um dia decidido a comer só vegetais.
Somos feitos pra viver em sociedade e temos a liberdade para fazer o que der na cabeça.
Já se imaginou sentindo algo sozinho? A gente acaba tendo que imaginar uma pessoa por quem sentir algo. Todo sentimento só existe por causa do outro, nas relações que temos na vida em sociedade.
Entre os grandes desafios que temos na vida, talvez o mais difícil seja aprender a se relacionar com as pessoas. Cada pessoa é um universo, como o do Pequeno Príncipe, com as diferenças de personalidades, que chamamos de antagonismos. Eu só me transformo nessa interação com o outro.
Depois de observar meus amigos terminando namoros, casamentos, é inevitável pensar melhor sobre o motivo de tudo isso: os relacionamentos. Aquela pessoa que era sua companheira, melhor amigo, cúmplice em tudo, acaba partindo. É um caso sério da vida.
Num primeiro momento pensei que escrever sobre isso poderia soar piegas ou banal (e pode mesmo), pois encontramos pessoas que dissertaram sobre o tema há séculos, e em qualquer livraria existem centenas de livros para qualquer gosto. Os bons poetas parecem ter essa capacidade de falar algo sempre novo sobre o amor, mas com certeza não é essa minha pretensão. Quero organizar as idéias, começar e construir o pensamento sobre essas idéias que vem surgindo na minha cabeça há tempos:
1º. – Somos livres para escolher a pessoa que amamos (ou pelo menos temos essa capacidade)
2º. – Somos nós que decidimos e temos que assumir as responsabilidades dessa decisão, a partir de uma reflexão séria.
3º. - Não há crescimento sem antagonismo de idéias.
4º. – Quando vemos na outra pessoa algo que sempre odiamos, escolhemos quase sempre afastá-la ao invés de encarar a dificuldade e trabalhar nossos medos. Afastamo-nos por medo de ser (ou descobrirem que somos) como ela, e acreditamos que afastando a pessoa estaremos afastando de nós também aquela “má característica”. Aprendemos a nos esconder. É a origem de toda exclusão por preconceito social, pois a pessoa nos lembra dos medos que ainda temos dentro de nós, ou daquilo que não queremos ser / ter.
5º. – Há uma satisfação pela convivência ociosa, mas a mudança para melhor só virá com essa reforma interna dos nossos medos (o que nem sempre é bom no começo). Não podemos nos tornar o que devemos ser se continuarmos sendo o que somos (é óbvio, mas profundo).
6º. – O amor não é a felicidade da ociosidade; amar dá trabalho, e advém do entendimento das diferenças. Cada conflito e entendimento é um tijolo de amor no castelo da felicidade. Não guardar lixo (mágoas) dentro de nós.
7º. - Em nome do amor não podemos ser coniventes com o erro das pessoas, nem afastá-las ou nos melindrar, mas saber dialogar. O amor cego nunca tem coragem de dizer o que precisa ser dito.
8º. - Todos erramos, por isso devemos perdoar. Nós também erraremos e precisaremos do perdão. Perdoar não é fingir que está tudo bem, quando você sente que não está. Perdoar não é ser conivente com o erro, ou reprimir a raiva. Para perdoar, não preciso dizer para a outra pessoa “eu te perdôo”, isso é perceptível de outras formas.
Não estou fazendo apologia aos relacionamentos conflituosos. Uma pessoa de temperamento instável, agressivo, sem estrutura emocional alguma, que acredita estar sempre com a razão, sem disposição alguma a melhorar e resolver seus conflitos, precisa receber tratamento conveniente o quanto antes. À medida que o tempo transcorre e a relação se torna mais íntima, essa pessoa, havendo perdido o respeito por si mesmo, passa a desconsiderar a pessoa ao seu lado, muitas vezes agredindo-a e atormentando sua vida. Ninguém tem a missão de salvar o outro, permitindo-se esses tipos de relacionamentos, porque ninguém é capaz de tornar feliz aquele que a si mesmo recusa a alegria.
São estes os temas (ou hipóteses). Agora, conto um pouco mais com a paciência de vocês até publicar o primeiro texto. E se tiver o prazer de receber os comentários de vocês, tenho certeza de que a discussão será bem melhor.
Obrigado, meus queridos amigos, adoro vocês.